Filme reúne imagens raras, shows históricos e depoimentos sobre um dos maiores projetos culturais já realizados na cidade
Trinta anos depois de transformar Divinópolis em um grande palco cultural a céu aberto, o projeto Sexta Básica de Cultura ganha agora uma versão em documentário. O filme “Sexta Básica de Cultura – 30 anos” resgata a memória de um dos movimentos culturais mais marcantes da história do município. A pré-estreia ocorre na próxima quarta-feira (27/5).
Realizado em 1995, durante o Ano Municipal da Cultura, o projeto levava música, teatro, dança, artes plásticas, assim como manifestações populares para espaços públicos da cidade. A cada primeira sexta-feira do mês, milhares de pessoas acompanhavam gratuitamente apresentações culturais em praça pública.
O documentário, dirigido por Emerson Penha, reúne imagens raras de arquivo, registros históricos e entrevistas atuais com artistas, produtores, músicos, jornalistas, bem como personagens que participaram daquele período.
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Público de 15 mil pessoas marcou edições do projeto
Conforme os organizadores, o Sexta Básica de Cultura chegou a reunir público médio de 15 mil pessoas por edição. O evento promoveu encontros entre artistas locais e grandes nomes da música brasileira.
Entre os artistas que passaram pelo projeto estão Belchior, Lô Borges, Luiz Melodia, Baby do Brasil, Beto Guedes, Paulinho Pedra Azul, Zé Geraldo, Boca Livre, Hanói-Hanói, Sá & Guarabyra e Túlio Mourão.
O projeto ficou marcado pela democratização do acesso à cultura e pela ocupação dos espaços públicos com manifestações artísticas gratuitas.
Mais de 100 horas de VHS recuperadas
Para produzir o documentário, a equipe realizou um trabalho de recuperação e digitalização de mais de 100 horas de fitas VHS. Imagens de 11 das 12 edições do evento foram resgatadas, incluindo 26 shows gravados na íntegra.
O acervo foi preservado ao longo dos anos por Ricardo Gomes, da RM Produções, empresa responsável pelas gravações em vídeo realizadas em 1995.
Além da direção, Emerson Penha também assina o argumento e o roteiro. A montagem e finalização ficaram por conta de Cadu Barros.
As imagens de época são de Eron de Paula, Ricardo Gomes, Márcio Monteiro e Juliano Vilela.
A produção reúne ainda Carlos Rodrigues, conhecido como Carlão, Evandro Araújo e Adriano Reis, com apoio de Valério Azevedo. O design ficou sob responsabilidade de Netty Assunção.
Para as novas gerações, o filme apresenta um retrato de como Divinópolis investia em promoção cultural nos anos 1990. Já para quem viveu o período, o documentário promete revisitar memórias e emoções de um dos maiores movimentos culturais da cidade.



