Ex-prefeito de Carmo do Cajuru afirma que principal desafio da saúde pública na região está na falta de resolutividade para cirurgias e atendimentos especializados
O ex-prefeito de Carmo do Cajuru, com larga experiência em consórcios de saúde, Edson Vilela (Avante) defendeu a união entre os entes federados – municípios, estado e governo federal – para o fortalecimento da rede hospitalar. Citando, a falta de resolutividade de média e alta complexidade da saúde pública, ele afirma que muitos prefeitos estruturam a atenção primária, os pronto-atendimentos, mas ainda faltam vagas, por exemplo, para casos cirúrgicos ou internações mais complexas.
Para ele, tornar a rede mais resolutiva, também depende desta responsabilização dividida.
Edson carrega a experiência acumulada à frente de entidades regionais de saúde, como o Consórcio Intermunicipal do Vale do Itapecerica (Cisvi), do Cis-URG Oeste, responsável pela gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na região. Ele também teve atuação no Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Municípios do Vale do Itapecerica (CIMMVI).
“Hoje nós temos um problema muito sério na área da saúde, que é ser mais resolutivo em média e alta complexidade. Muitos municípios se preparam com seus pronto-atendimentos e atenção primária, mas ainda falta estrutura quando o paciente precisa de uma cirurgia ou de um atendimento mais complexo”, afirmou.
Atualmente a macrorregião Oeste em que Carmo do Cajuru está inserida, assim como Divinópolis, conta com 54 municípios e população que ultrapassa 1 milhão de habitantes.
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Hospital Regional pode aliviar pressão sobre sistema
Edson Vilela, que é pré-candidato a deputado estadual, destacou a abertura do Hospital Regional de Divinópolis e avaliou que a unidade poderá ajudar a reduzir a pressão sobre o sistema de saúde da região. A unidade que funcionará como universitária abre as portas no dia 1° de junho. Inicialmente, contará com cerca de 40 leitos e cronograma para chegar a quase 200 no próximo ano.
Para ele, o fortalecimento da rede hospitalar depende de uma atuação conjunta entre municípios, Governo de Minas Gerais e Governo Federal.
“O Samu funciona porque existe uma participação tripartite. O município participa financeiramente, o Estado participa e a União também. Na saúde precisa ser assim. Todos precisam contribuir para dar mais resolutividade aos problemas da população”, disse.
O ex-prefeito afirmou ainda que Divinópolis se consolida como polo regional de saúde e destacou a necessidade de ampliar investimentos não apenas na construção de unidades, mas principalmente no custeio dos serviços.
Edson critica foco apenas em obras e defende garantia de custeio
Durante a entrevista, Edson Vilela afirmou que o maior desafio da saúde pública não está apenas na construção de hospitais e unidades de atendimento. Conforme ele, está na manutenção financeira da estrutura.
“É muito fácil conseguir recurso para construir uma unidade de saúde ou uma UPA. O mais complicado é o custeio. É garantir o funcionamento”, declarou.
De acordo com ele, caso avance no projeto político para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, pretende atuar na monbilização de mecanismos legais para ampliar garantias de financiamento permanente da saúde pública.
O ex-prefeito também relacionou saúde e educação como áreas prioritárias para o desenvolvimento social.
“Não adianta falar de cultura ou de outros temas se a família não estiver tranquila em relação à saúde e à educação”, concluiu.



