Renda média do brasileiro atinge recorde de R$ 2.264 em 2025, com alta de 6,9%. Confira os dados da Pnad/IBGE sobre rendimento e mercado de trabalho.
O rendimento médio mensal das famílias brasileiras alcançou a marca histórica de R$ 2.264 por pessoa em 2025. O dado, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela um crescimento real de 6,9% em comparação ao ano anterior. Este montante representa o maior valor já apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) desde o início da série histórica, em 2012.
Trabalho impulsiona orçamento doméstico
O mercado de trabalho desempenhou um papel fundamental para a consolidação deste recorde. De acordo com o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, o rendimento do trabalho puxou boa parte do índice positivo. “O valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho”, explicou o especialista. Ele ainda associou o resultado aos níveis mínimos de desemprego registrados no último ano e aos reajustes anuais do salário-mínimo.
Atualmente, o trabalho responde por 75,1% da composição da renda das famílias. O restante do orçamento provém de outras fontes, como aposentadorias e pensões (16,4%), programas sociais (3,5%) e aluguéis (2,1%). Além disso, a parcela da população com algum tipo de rendimento individual subiu para 67,2%, o que equivale a 143 milhões de brasileiros com dinheiro entrando no bolso mensalmente.
Desigualdades regionais e concentração de renda
Apesar do avanço nacional, a pesquisa expõe disparidades profundas entre as unidades da Federação. O Distrito Federal lidera o ranking com rendimento per capita de R$ 4.401, seguido por São Paulo (R$ 2.862) e Rio Grande do Sul (R$ 2.772). Por outro lado, estados como Maranhão (R$ 1.231) e Acre (R$ 1.372) apresentam os menores valores do país. No Nordeste, a dependência de benefícios governamentais é mais nítida, com os programas sociais representando 8,8% da renda regional.
O levantamento também acende um alerta sobre a concentração de riqueza no Brasil. Os dados mostram que os 10% mais ricos da população detêm um rendimento 13,8 vezes superior ao dos 40% mais pobres. Entretanto, o cenário de 2025 confirma uma trajetória de recuperação consistente, superando inclusive os patamares do período pré-pandemia em todas as regiões brasileiras.



